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Becas y convocatorias
Viagem à volta do meu pátio
Aprisionado, é através da mente que Xavier de Maistre encontra refúgio da sua realidade. Pelas memórias, livros ou quadros que revisita, as viagens que percorre são tão longas quanto a imaginação o permitir. Mas todas estas expedições partilham a mesma condição; começam e acabam nele mesmo.
Tal como no quarto de de Maistre, nesta cabana, “o lá fora” não existe. Não há mundo exterior senão aquele que plantamos em nós mesmos. Por essa razão, as paredes são cegas e as únicas janelas que existem dão acesso a um pátio interior a céu aberto. Fica no centro, e tudo o resto, à sua volta. Nele, há uma árvore que cresce. Que nos acompanha. De quem cuidamos. Um amigo para as horas escuras. Mas é também uma alegoria da alma. Por ser o centro, mas sobretudo porque cresce. Leve. Contra o peso infértil da pedra. O caminho para a liberdade.
Afinal, quem não procura o horizonte?
Estudiante
Universidade do Porto - Faculdade de Arquitectura
BARCELONA | ESPAÑA