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Becas y convocatorias
Un denominador común de las diversas experiencias que componen el proceso de la arquitectura moderna es la de negar en su discurso las vinculaciones con una tradición. El problema de la ‘función’ no es la excepción, siendo ade- más uno de los estandartes por los cuales en muchas ocasiones también se ha llegado a identificar a la propia arquitectura de este período como “arqui- tectura funcionalista” o simplemente “funcionalismo.” Y aunque es claro que el recorte comprendido entre la década de 1920 y la Segunda Guerra Mundial resulta especialmente fructífero en cuanto a la atención y a la elaboración que se le otorga al problema de la función, no es menos cierto que gran parte de esos contenidos se encontraban ya presentes, a veces de modo germinal o en otros casos con evidencia rotunda, en la propia tradición disciplinar. Las dife- rentes ideas que componen este árbol filogenético se encuentran esparcidas en fragmentos de textos; tratados, partes de libros, artículos o discursos que, desde de Los diez libros de arquitectura de Vitruvio son los materiales que, a falta de teorías específicas sobre el problema, ensamblan un corpus concep- tual, enriquecido por una miríada de términos y acepciones que configuran un verdadero glosario de la función. El análisis crítico y las relaciones internas de estos materiales permiten visualizar tanto el campo de conocimiento como la propia operatividad de una ‘función’ entendida ya como problema inherente de la disciplina. Con la intención de avanzar en la profundización y productivi- dad del vínculo entre la función, sus argumentos y el proyecto de arquitectura se entiende que, en sus propuestas más radicales, la arquitectura moderna asume intereses que sobrepasan sus objetivos meramente utilitarios hasta al- canzar propuestas que implican, implícita y/o explícitamente, la extensión de un proyecto de arquitectura a un proyecto de reforma social. En estas ope- raciones el término ‘función’ resulta insuficiente, y se expande en un abanico de acepciones las cuales amplían las diferentes concepciones del problema. Estos términos se agrupan en cuatro nociones que engloban los diferentes modos en que la función ha sido interpretada y teorizada: ‘eficacia’ -raciona- lismo, cientificismo y economía aplicados a las distribuciones funcionales-, ‘adaptación’ -consideración de las particularidades de cada necesidad en su contexto específico-, ‘flexibilidad’ -amplitud de las posibilidades funcionales de un mismo espacio- y ‘conectividad’ -énfasis en la vinculación, sinergia y relato producidos por la propia configuración de las circulaciones.
A feature of the various experiences that make up the process of modern archi- tecture is that of denying in its discourse the links with a tradition. The problem of ‘function’ is no exception, being also one of the standards by which on many occasions the architecture of this period has also been identified as “function- alist architecture” or simply “functionalism.” Although it is clear that the cut between the 1920s and the Second World War is especially fruitful in terms of the attention and elaboration given to the problem of function, it is no less true that a large part of these issues were already present, sometimes germi- nally or in other cases with resounding evidence, in the disciplinary tradition. The different ideas that make up this phylogenetic tree are found scattered in fragments of texts; treatises, parts of books, articles or speeches that, from Vitruvius’s Ten books of architecture, are the materials that, in the absence of specific theories on the problem, assemble a conceptual corpus, enriched by a myriad of terms and meanings that make up a true glossary of function. The critical analysis and the internal relationships of these materials allow to visualize both the field of knowledge and the very operation of a ‘function’, al- ready understood as an inherent problem of the discipline. With the intention of advancing in the deepening and productivity of the link between the function, its arguments and the architecture project, it is understood that, in its most radical proposals, modern architecture assumes interests that go beyond its merely utilitarian objectives until reaching proposals that imply, implicitly and/ or explicitly, the extension of an architecture project to a social reform proj- ect. In these operations, the term ‘function’ is insufficient, and it expands into a range of meanings which broaden the different conceptions of the problem. These terms are grouped into four notions that encompass the different ways in which the function has been interpreted and theorized: ‘efficacy’ -rational- ism, scientism and economics applied to functional distributions-, ‘adaptation’ -consideration of the particularities of each need in its specific context-, ‘flexi- bility’ - breadth of the functional possibilities of the same space - and ‘connec- tivity’ - emphasis on the link, synergy and narrative produced by the configura- tion of the circulations itself.
Um denominador comum das várias experiências que compõem o processo da arquitetura moderna é o de negar em seu discurso os vínculos com uma tradição. O problema da 'função' não é exceção, sendo também uma das bandeiras pelas quais, por muitas vezes, a arquitetura deste período passou a ser também identificada como “arquitetura funcionalista” ou simplesmente “funcionalismo”. .” E embora seja claro que o recorte entre os anos 1920 e a Segunda Guerra Mundial é especialmente frutífero em termos de atenção e elaboração dada ao problema da função, não é menos verdade que muito desse conteúdo é Eles já estavam presentes, às vezes de forma germinal ou em outros casos com evidência contundente, na própria tradição disciplinar. As diferentes ideias que compõem esta árvore filogenética estão espalhadas em fragmentos de textos; tratados, trechos de livros, artigos ou discursos que, desde os dez livros de arquitetura de Vitrúvio, são os materiais que, na ausência de teorias específicas sobre o problema, compõem um corpus conceitual, enriquecido pela miríade de termos e significados que estabelecem um verdadeiro glossário da função. A análise crítica e as relações internas desses materiais permitem visualizar tanto o campo do saber quanto o próprio funcionamento de uma 'função' já compreendida como problema inerente à disciplina. Com o intuito de avançar no aprofundamento e produtividade do vínculo entre a função, seus argumentos e o projeto arquitetônico, entende-se que, em suas propostas mais radicais, a arquitetura moderna assume interesses que vão além de seus objetivos meramente utilitários até chegar a propostas que implicam, implícita e/ou explicitamente, a extensão de um projeto arquitetônico a um projeto de reforma social. Nessas operações, o termo 'função' é insuficiente, e se expande em uma gama de significados que ampliam as diferentes concepções do problema. Esses termos são agrupados em quatro noções que abarcam as diferentes formas como a função tem sido interpretada e teorizada: 'eficiência' -racionalismo, cientificismo e economia aplicados às distribuições funcionais-, 'adaptação' -consideração das particularidades de cada necessidade em sua contexto específico-, 'flexibilidade' -amplitude das possibilidades funcionais de um mesmo espaço- e 'conectividade' -ênfase na ligação, sinergia e história produzida pela própria configuração das circulações.
Arquitecto
Universidad Nacional de Rosario
BARCELONA | ESPAÑA
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